PHO-DAH-C | RESENHA LITERÁRIA
Quando o escracho encontra o sarcasmo misturado ao bizarro e o humor ácido, provavelmente como resultado teremos Pho-Dah-C de Flávio Karras.
A obra narra a história dos personagens Francisco, Lívia e Domingos, conectando suas histórias de uma forma muito maluca, diga-se de passagem. Francisco é um bancário de humor duvidoso e atitudes perversas, já Lívia é uma youtuber carente desesperada por atenção e engajamento, e Domingos, um idoso insolente e estúpido que escolheu infernizar a vida de qualquer um que cruze o seu caminho.
Os três protagonistas não se conhecem na história, mas suas vidas acabam se cruzando com o caminhar da narrativa.
Suas vidas medíocres se afunilam até chegarem ao centro de tudo: o pinscheromem. Uma criatura monstruosa, que se alimenta do estereótipo da raça pinscher: um apetite insaciável, muito ódio no coração e uma tremedeira sem fim. A construção da criatura, sua origem e evolução se assemelha muito a criatura mítica: lobisomem, mas aqui, o horror se une a bizarrice, e, de modo consequente, foi vencedor do Edital BIZARRO do selo Rocket.
O livro começa com uma premissa simples: relatar a rotina dos protagonistas, a forma que pensam e se relacionam com as pessoas ao seu redor. O título por si só já chama a atenção, munido de cores vibrantes que nos fazem questionar de que forma mora o suspense e o terror dentro dessas páginas.
A criatura é o cerne da narrativa, e por mais que ela cause estragos viscerais, inserindo o leitor num cenário gore, preciso admitir que os pinscheromens despertaram um lado um tanto quanto inusitado da minha personalidade e me rendeu boas risadas em meio a tanta bizarrice sórdida.
PHO-DAH-C: HORROR BIZARRO, SARCASMO E ESTRANHAMENTO
A escrita de Flávio tem tantas características únicas, que tornam a obra no mínimo excêntrica. Não espere uma história ordinária, mas ácida, sarcástica, irônica, debochada e que vai despertar o seu imaginário de uma forma quase gráfica. São tantas camadas, que o estranhamento é proposital.
Os personagens não foram desenvolvidos para serem idolatrados, pelo contrário, abominados. Mas devo admitir que o Domingos ganha de disparado de ser detestável, quase empatando com Lívia e sua psicopatia dissimulada.
Esperava por uma conclusão diferente, mas a escrita por Flávio não foge do esperado. Se você não gosta de embarcar em leituras que vão te tirar da sua zona de conforto, brincam com o seu imaginário e causem desconforto, então talvez, Pho-Dah-C não será a melhor recomendação para você. Mas, se você, assim como eu, quer dar uma oportunidade para conhecer novos olhares literários, este livro é um balde cheio para começar essa experiência. Pho-Dah-C não quer agradar — quer provocar.
Esta leitura foi realizada em parceria com a Editora Avec, com total liberdade criativa para uma análise honesta.
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Marcella Montanari
Uma jornalista um tanto quanto nerd, apaixonada por conteúdo, música, filmes, séries e afins. Fundou o blog para dividir as alegrias e as angústias de uma vida que surpreende a cada novo capítulo.
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