(Divulgação: Invincible | Amazon Prime Video)
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INVINCIBLE | CRÍTICA

Fomentando o cenário de produções que envolvem super-heróis, Invincible chega na Amazon Prime Video para ter uma conversa direta com o público sobre o peso de ser um herói e as consequências que superpoderes podem trazer.

Mas você deve estar se perguntando o que torna Invincible digno de se assistir numa fase tão propícia para que produções continuem a pipocar sobre o mesmo gênero e com uma trajetória sempre semelhante no cinema e nas plataformas de streaming.

A série da Amazon Prime Video é baseada nos quadrinhos homônimos de Robert Kirkman, criador de The Walking Dead, que acompanha a trajetória do jovem Mark Grayson, um adolescente que leva uma vida comum, se não fosse pelo fato de que seu pai, conhecido como Omni-Man, é o super-herói mais poderoso do planeta terra.

Ainda no colegial, Mark começa a desenvolver poderes semelhantes aos do pai, como super força, velocidade e vôo, mas o que o jovem desconhece são as reais origens do pai, fato este, que coloca não só o relacionamento de pai e filho em jogo como pode mudar toda a trajetória do planeta que habita.

(Divulgação: Invincible | Amazon Prime Video)
(Divulgação: Invincible | Amazon Prime Video)

A Amazon Prime Video nos apresenta uma grata surpresa, que inicia a história sem entregar muitas perspectivas, mas que de forma perspicaz, transforma nossa percepção sobre aquele universo um pouco contraditório, consumindo a mesma jornada de um herói: o bom moço, poderes, família, a namorada, o melhor amigo, a escolha do uniforme, os vilões, a adaptação entre dever e fardo, mas nos surpreende com algumas quebras tradicionais iniciais, como o fato da primeira namorada ser negra e o melhor amigo ser gay.

O desenho também traz referências vazias, mas que não deixam de ser homenagens óbvias a heróis já consagrados de outros universos, mas se sua ideia inicial é o apego destes personagens ou que a franquia vá beber dessa fonte, esqueça. Invincible se mostra capaz de andar (ou voar, se preferir) pelas próprias pernas, criando uma identidade própria na forma de contar histórias, desenvolver personagens e emocionar com suas trajetórias que conversam bem em solo ou conectadas.

Esqueça aquele cuidado nos diálogos dos heróis e aquele tato em ponderar a violência. Amarre a toalha ao redor da tv, porque a aposta de Kirkman é o incômodo e a perturbadora sensação que a verdade traz e a forma de ilustrar a brutalidade das ações, tem efeito, e já inicia na abertura com o logotipo da série sendo cada vez mais tomada pelo sangue a cada episódio.

O roteiro bem arredondado supre as falhas da animação em si, que pode incomodar um pouco nos detalhes em 3D, mas que não perde o brilho pela inteligência do storytelling, mas que precisará aprimorar nas próximas temporadas já confirmadas.

A dublagem de Steven Yeun, J.K. Simmons e Sandra Oh dão o toque mágico que dá vida a animação. Invincible tem tudo para se consagrar como uma das melhores séries e animações de super-heróis da atualizada, deixando nossas expectativas altas para o que ainda está por vir.

NOTA:

Avaliação para críticas no Raprosando

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Uma jornalista um tanto quanto nerd, apaixonada por conteúdo, música, filmes, séries e afins. Fundou o blog para dividir as alegrias e as angústias de uma vida que surpreende a cada novo capítulo.

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