Foto ilustrativa do texto "2024 | PARA OS MEUS ESTILHAÇOS"
Comportamento,  Crônicas e Textos Livres,  Desabafo,  Gerando Conversa

2024 | AOS MEUS ESTILHAÇOS 

Para chegar até 2024, traçamos caminhos difíceis, então este pequeno texto que hoje lhes escrevo, é dedicado aos meus estilhaços. Entre tantas lágrimas e apertos no peito, ainda assim, sinto que dominei meus momentos de fraqueza, caso contrário, eu não teria chegado até aqui.

Me perdi na quantidade de vezes que tentei me encontrar no último ano, até perceber que eu buscava identificação em facetas mortas. Levou um tempo para aceitar que eu havia mudado, de forma não intencional, mas perceptível, devido a um esgotamento de mim mesma.

Basta.

Levou 30 anos para que meu corpo revelasse para a minha mente que eu não era mais capaz de prosseguir como antes. Eu não conseguiria continuar adiando eu mesma, anulando meus sonhos e vontades. Eu sucumbi a minha preocupação e aos meus cuidados excessivos com quem amo, a ponto de seguir uma vida blefando meu eu.

Que em 2024 haja a colheita de tais fragmentos ...

Fui capaz de me colocar numa caixinha, trancá-la e guardá-la na gaveta mais profunda da alma, no intuito de me esquecer… E se pudesse, pra sempre. Eu sou a culpada, ou pelo menos uma das, por tentar matar a minha essência aos poucos daquilo que eu tinha medo. Me reconhecer e lutar pela minha personalidade, vista como um tanto quanto difícil, porque desde pequena já achava errado engolir sapos impostos e injustos de uma sociedade incapaz de se autoanalisar.

Eu nasci incomodando, mas hoje, percebo que nasci mesmo pra tal fato, tendo em vista que recuso a me passar por alguém imperceptível nessa vida. E quando me refiro a esse papel, não menciono os holofotes a todo o custo que pessoas miseráveis se sujeitam a qualquer preço para obter, digo de valores, mas não aqueles que o dinheiro é capaz de comprar.

Eu quero marcas e cicatrizes se preciso for para construir belas histórias, mas quero vida, cheiros, lembranças, sabores, risadas e arrepios que vão me tirar do eixo quando eu me lembrar daquele momento específico com os rostos que jamais esquecerei.

Tantos tropeços nesse caminho turbulento. Tenho dado adeus aos meus fantasmas do passado e abrindo espaço para as novas tentações. Nunca senti tanta vontade de me sentir viva. Sentir. Apenas sentir, sabe? Passei tanto tempo anestesiada pelo vazio, que ao ser preenchida novamente, aquele sentimento sabotador de não merecimento aparece, mas agora, aos poucos, não consegue mais fazer uma morada ou estadia prolongada como antes.

Levou tempo, muito, na realidade, para me entender como INTEIRA. Ninguém me completa, sou INTEIRA, aberta para possibilidades de transbordamento. Quero me inundar dos bons. Quero me fazer ser entendida de que: chega.

Eu importo. Meus sentimentos importam. Minhas vontades importam. Meus sonhos importam. Meu sofrimento é válido. Meu choro não é um despropósito. Não sou um objeto. Não sou a propriedade de alguém. A dor é temporária. Os problemas se resolvem. As pessoas vêm e vão. Meu caminho não é e nem vai ser igual aos dos outros. Meus relacionamentos não vão e não devem ser baseados em terceiros.

Chega.

Se a minha vida fosse o roteiro de um filme, neste arco, eu já estaria caminhando de volta para casa no mundo comum com o meu elixir. Felizmente ou não, é chegado o momento de enfrentar o mundo real, no qual os temidos desafios de provação seguem assim até a linha final. E a desejada recompensa da heroína? Bom, ela nada mais é do que saber aproveitar a jornada.

Feliz 2024, raposada! Desejo que neste ano vocês possam irradiar toda a luz existente de vocês.  😘

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Uma jornalista um tanto quanto nerd, apaixonada por conteúdo, música, filmes, séries e afins. Fundou o blog para dividir as alegrias e as angústias de uma vida que surpreende a cada novo capítulo.

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