O Céu da Meia-Noite, filme de George Clooney - CAPA
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O CÉU DA MEIA-NOITE | MARATONA OSCAR

Dando início a nossa Maratona Oscar 2021, O Céu da Meia-Noite é estrelado, dirigido e produzido pelo vencedor da Academia, George Clooney, que em 125 minutos de filme, nos conta uma história de redenção. O longa é baseado no livro de Lily Brooks-Dalton “Good Morning, Midnight” (Bom dia, meia noite) de 2016, que retrata uma narrativa envolvendo o fim brutal da humanidade e o senso de resiliência.

Apesar do nosso já conhecido apego por histórias que envolvam o espaço e o fim do mundo, não é este o foco central de O Céu da Meia-Noite, mas como uma vida de arrependimentos e culpas podem nos levar para caminhos jamais imaginados antes. Nem mesmo o brilhantismo por si só, pode fazer com que os últimos dos homens consigam identificar, onde de fato, está o maior valor da vida.

O Céu da Meia-Noite, filme de George Clooney
(Divulgação: O Céu da Meia-Noite | Netflix)

A genialidade deveria servir como uma importante ferramenta para nos aproximarmos e conectarmos uns com os outros, mas não é o que parece provocar durante a trajetória de ascensão do cientista Augustine Lofthouse (George Clooney), que passou a maior parte da vida como um explorador do universo, buscando possibilidades de fuga e esperança para a humanidade, mas que deixou a própria vida e a família de lado.

Contudo, uma relação vazia por parte do Dr. Lofthouse, resultou no nascimento da filha Iris Sullivan (Felicity Jones), da qual sabia da existência, mas se absteve do papel de pai ao longo da vida da garota. O Céu da Meia-Noite tenta nos passar a imagem de um homem genial, mas solitário, e agora, paciente terminal que aparenta buscar redenção ou uma absolvição de culpa no tempo que lhe resta.

O cientista luta com um possível remorso de ausência paterna, na intenção de salvar a filha graças a descoberta de seu trabalho da Lua de Júpiter K-23, que suporta vida e possibilita crescimento populacional. Num mundo fadado a sucumbir às próprias desgraças, o que resta à Augustine é se redimir do fato de nunca ter sido pai, em contrapartida um cientista admirado pelo planeta que quase já não existe mais.

O Céu da Meia-Noite
(Divulgação: O Céu da Meia-Noite | Netflix)

Em síntese, apesar da previsibilidade do roteiro, o filme tem destaque para a trilha e busca focar na atuação e na maturidade de alguns diálogos que amarram o enredo e não nos deixa desistir da história. Mais realista do que gostaríamos, o papel de herói não aparece na imagem de Clooney como o longa pretendia, que decide aparecer na figura paterna nos quarenta minutos do segundo tempo quando a única saída para o seu próprio fim seria a morte.

NOTA:

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O Céu da Meia-Noite está disponível na Netflix: netflix.com/themidnightsky

Uma jornalista um tanto quanto nerd, apaixonada por conteúdo, música, filmes, séries e afins. Fundou o blog para dividir as alegrias e as angústias de uma vida que surpreende a cada novo capítulo.

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