Crítica sobre Star Wars: A Ascensão Skywalker
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STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER | CRÍTICA

Star Wars: A Ascensão Skywalker chegou aos cinemas na última quinta-feira, 19 de dezembro, encerrando a saga após mais de quarenta anos, mas o longa tem dividido opiniões desde sua estreia. Em um misto de amor e ódio e uma confusão interna quando o conteúdo é analisado com mais calma, o encerramento da saga com o capítulo IX é complexo e intrigante, mas entretém com suas reviravoltas alucinantes e faz vibrar com um elenco de peso.

O coração de fã não nega e é exigente, é preciso ser, não estamos falando de uma mera história que apareceu nos últimos anos, estamos falando de uma das maiores, se não a maior, franquia da história e que faz girar de forma alucinante o mercado nerd. É completamente compreensível o descontentamento com a conclusão da nova trilogia, como também é compreensível que muitas pessoas tenham conseguido se contentar com o conteúdo apresentado.

Impossível que as novas histórias não se alimentem da nostalgia e busque essas origens para apresentar novas aventuras e novos personagens, mas em certos pontos, muitos fatores soam como uma releitura do que já assistimos nos capítulos anteriores. Star Wars: A Ascensão Skywalker se torna bastante previsível e tem seus maiores erros baseados em um roteiro cheio de furos e histórias que foram de mal explicadas a abandonadas pelo meio do caminho.

Rey (Daisy Ridley) se apresenta como uma grande personagem, fazendo jus à uma linha que Star Wars segue desde o início, exibindo mulheres com representações fortes em suas narrativas e na nova trilogia isso não se torna indiferente. Porém, todo o mistério estipulado sobre as origens de Rey, que faz sentido em O Despertar da Força, se torna mal desenvolvido tanto em Os Últimos Jedi quanto agora em A Ascensão Skywalker. As origens da personagem são corridas e mal explicadas, tornando o retorno de Darth Sidious (Ian McDiarmid) menos grandioso do que poderia ser esperado, parecendo uma grande tentativa de preencher uma lacuna que sobrou nas mãos de J.J.Abrams.

Star Wars A Ascensão Skywalker
(Divulgação: Lucasfilm | Disney)

A frustração se dá em um longa raso, diferentemente do que se está acostumado. Com medo de assumir grandes riscos, a produção de Star Wars: A Ascensão Skywalker apresenta um medo absurdo de errar ou assumir grandes fatos, mas não entrega um filme ruim. O filme empolga nos momentos previstos, assim como nos emociona e nos aflige, mas é exatamente isso que não se espera da franquia. O fan service é reforçado principalmente utilizando-se dos personagens clássicos como Leia, Luke, Chewie, R2-D2, C3PO, Han Solo, Lando e assim por diante.

A trilogia demora a dar o protagonismo devido a Finn (John Boyega) e Poe Dameron (Oscar Isaac) e parece tentar recompensar todo o tempo perdido na despedida. A parceria de ambos poderia ter sido melhor aproveitada ainda nos filmes anteriores. Em compensação, Kylo Ren (Adam Driver) que até aqui tinha grande importância na narrativa, perde espaço e torna-se quase insignificante com sua redenção e destino final se compararmos sua participação nos capítulos VII e VIII.

No mais, Star Wars: A Ascensão Skywalker apesar dos buracos deixados pelo caminho, provoca as reações que deseja nos momentos pontuais, sejam elas de alegria ou tristeza, mantendo aquele bom humor de fundo que já conhecemos – Babu Frik que o diga, figura.

O filme também nos permite despedir da querida Carrie Fisher, nossa eterna Princesa/General Leia Organa; decisão sábia ao invés de tentar substituir o insubstituível como haviam cogitado inicialmente, assim como também nos despedimos de Luke (Mark Hamill) e Han Solo (Harrison Ford). Se houveram erros de roteiro, o elenco é o melhor acerto da trilogia.

O apego à história, aos personagens e toda a atmosfera criada por mais de quarenta anos, segura o respeito e a consideração pela saga e este mesmo fator é o ponto relevante entre a escolha de amar e odiar o filme, e qualquer uma delas, é direito seu de sentir. O que não dá para fazer é querer determinar o impacto que uma história como essa tem na vida de outra pessoa, mesmo que você não consiga entender as causas que tenha levado o outro a amar ou odiar o conteúdo assistido. Star Wars é grandioso e complexo demais pra ser definido de forma tão leviana.

NOTA:

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Uma jornalista um tanto quanto nerd, apaixonada por conteúdo, música, filmes, séries e afins. Fundou o blog para dividir as alegrias e as angústias de uma vida que surpreende a cada novo capítulo.

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